O que ganhamos no campo, devolvemos nos portos e terminais, diz Ometto

Agência Estado

O presidente do conselho da Cosan, Rubens Ometto, destacou hoje a perda de competitividade do agronegócio brasileiro com a logística deficitária. "O que ganhamos no campo, devolvemos nos portos e terminais, isso é um paradigma para o agronegócio brasileiro", afirmou durante o Summit Agronegócio Brasil 2015, realizado pelo Estadão com patrocínio da Faesp. Ometto e outros participantes do evento disseram que a logística é o principal entrave para o desenvolvimento do setor no País.

"Temos um malha ferroviária muito aquém do potencial. A prioridade inicial precisa ser terminar os investimentos que já tiveram início para que funcionem com eficiência e no segundo tempo começar a fazer os greenfields", disse. Para Ometto, um dos caminhos para impulsionar o setor é reduzir a intervenção do governo. "Não podemos ter um governo muito partícipe neste negócio. Eu acredito na livre iniciativa. Quando há isso você resolve boa parte dos problemas, não há corrupção, cada empresário é responsável pelas coisas que faz", afirmou.

Sobre a Rumo ALL, Ometto afirmou que a empresa tem apresentado resultados recordes, sem mencionar números. "É um trabalho que estamos levando muito a sério e que também vai ter muito investimento", afirmou. (Camila Turtelli, Renato Oselame)