Comgás mantém investimentos em infraestrutura e atinge recorde de conexões de clientes comerciais

São Paulo, 05 de novembro de 2014 A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) – maior distribuidora de gás natural canalizado do País – encerrou o terceiro trimestre do ano com 1.439.205 clientes conectados, um crescimento de 10% na base, em relação ao mesmo período de 2013. A concessionária mantém o segmento residencial como foco, investindo na ampliação da infraestrutura de rede de distribuição para democratizar o acesso ao gás natural canalizado, entretanto, o destaque do período foi o segmento comercial, que registrou um aumento de 13,1% no número de novas conexões.

No último trimestre foi distribuído 1,36 bilhão de m³ de gás (com termo), volume 4,7% superior ao distribuído no 3T13 (1,30 bilhões de m³). Nos primeiros nove meses do ano, o único segmento que apresentou crescimento no consumo do energético foi o comercial, com 90,0 milhões de m³, frente aos 87,4 do mesmo do mesmo período do ano anterior um aumento de 2,9%.

No 3T14, a Comgás investiu R$172 milhões em sua área de concessão, que é composta por 177 municípios do estado de São Paulo. O valor foi 30,6% inferior ao aplicado no ano anterior. A variação pode ser explicada pelos altos investimentos realizados em 2013 no projeto RETAP, um gasoduto de 27 quilômetros, que interliga o City Gate, localizado no município de São Bernardo, à (UTE) Fernando Gasparian, no município de São Paulo.

Voltando aos resultados do último trimestre, a companhia contabilizou 12.143 quilômetros de rede de distribuição, dos quais 432 quilômetros foram adicionados no período. Cerca de 77% dos recursos foram destinados à projetos de expansão, que levaram a rede à cidades do interior do Estado, à Baixada Santista e à região do Vale do Paraíba.

 

Campinas * Projeto exclusivo para o Comércio no Bairro de Barão GeraldoSantos *

Finalização do projeto de expansão

O lucro bruto apurado pela Comgás no 3T14 foi de R$ 494,8 milhões, 2,4% superior ao 3T13, em que o valor reportado foi de R$ 484,0 milhões. O EBITDA normalizado pelo conta corrente regulatório foi de R$357,6 milhões no 3T14, um aumento de 2,5% comparado aos R$348,7% milhões atingidos no 3T13. Na comparação entre os nove meses, 2014 teve EBITDA normalizado de R$ 979,6 milhões, 2,7% abaixo quando comparado ao acumulado do ano anterior.

Mercados & Clientes

O Mercado Residencial encerrou o trimestre com 1.009.130 medidores conectados, um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2013 (936.034 medidores). Esse número inclui condomínios com medidores coletivos que atendem a vários clientes com um único medidor. Assim, ao considerar o número de Unidades Domiciliar Autônoma (UDAs), que mede apenas uma residência, são 1.424.413 UDAs, em setembro de 2014. O “new housing”, segmento que conta com novos prédios e condomínios, é o que mais contribuiu para a expansão deste mercado. Nos três primeiros trimestres de 2014 mais de 58 mil novas

UDAs foram conectadas. O volume distribuído foi de 63,9 milhões de m³ de gás, 2,2% inferior ao distribuído no mesmo período de 2013 (65,4 milhões de m³). Esta queda é explicada, principalmente, pelas altas temperaturas, escassez das chuvas e redução do consumo de água, que desaceleraram o uso do energético no aquecimento da água.

O Mercado Comercial foi o destaque do período, com32,2 milhões de m³ de gás natural distribuídos, representando um crescimento de 2,2% do volume distribuído quando comparado ao 3T13 (31,5 milhões de m ). Essa variação é consequência da ligação de 1.556 novos clientes nos últimos 12 meses, sendo 370 deles somente no 3T14. Durante os últimos meses a companhia desenvolveu, de forma acelerada, a expansão da rede para o atendimento deste segmento, promovendo a redução do tempo de conexão de novos clientes, em especial do ramo de gastronomia, onde já há rede disponível em frente ao estabelecimento. Além disso, a empresa aposta no desenvolvimento de novas aplicações para o gás natural, como a utilização do energético em fornos de pizzas (em substituição à lenha) e climatização de ambientes.

Em Santos, a Comgás firmou parceria com a Prefeitura Municipal e ingressou no projeto “Alegra Centro”, que visa a retomada do desenvolvimento socioeconômico da parte histórica da cidade, com a implantação de edificações dotadas de infraestrutura de alta tecnologia. A Comgás está disponibilizando gás natural aos principais comércios da região. No último trimestre, um dos mais tradicionais restaurantes da região, o Porta do Sol, especializado em peixes e frutos do mar, aderiu à iniciativa e foi interligado à rede.

O Segmento Industrial, o mais significativo em termos de volume comercializado, contabiliza 1.034 clientes e é responsável por consumir 67,4% do volume total de gás no trimestre. O segmento possui uma variedade de negócios e é diretamente impactado pela economia do País. Os setores Químico e Petroquímico, por exemplo, enfrentam dificuldades

no mercado internacional. O setor Automotivo também enfrenta dificuldades, mesmo assim, em setembro, a Comgás conectou a indústria Chery em Jacareí, a primeira fábrica chinesa de carros no Brasil. O energético será utilizado nas cabines de pintura, no refeitório e no processo de produção. Incialmente foram contratados 370mil m³ de gás natural canalizado por mês.

No trimestre foram distribuídos 923,4 milhões de m , volume 6,2% inferior ao 3T13 (984,2 milhões de m³). Esta variação está relacionada ao desempenho da economia e baixa atividade industrial no período. Além disso, também em setembro, as principais plantas petroquímicas suspenderam o consumo do energético para manutenção das suas plantas. Esse evento acontece, em média, a cada cinco anos.

Em nove meses, o volume consumido no segmento industrial totalizou 2.762,1 milhões de m³ de gás, 3,8% inferior ao mesmo período do ano anterior, onde foram distribuídos 2.871,4 milhões de m³ cúbicos do energético.

A Cogeração, caracterizada pela produção simultânea de energia térmica e elétrica a partir de uma única fonte de combustível, o gás natural, teve redução de 5,7% no volume de gás distribuído, atingindo 74,9 milhões de m³ no trimestre, versus 79,4 milhões de m³ de 2013. No acumulado do ano, o volume do mercado de cogeração apresentou uma redução de 7,9% em relação a 2013, passando de 247,5 milhões de m³ para 227,8 milhões de m³ nos nove meses deste ano. Essa variação devese à saída de dois clientes do segmento têxtil que tiveram as operações interrompidas por questões mercadológicas. O fato anulou o efeito dos clientes que se mantiveram na base e consumiram acima do previsto, em virtude do alto preço da energia elétrica no mercado livre (PLD – preço liquidação da diferença).

A Termogeração consiste em um processo de obtenção de energia elétrica a partir da queima do gás. O volume de vendas do último trimestre para este setor foi de 219,1 milhões de m³, representando um aumento de 156,2% quando comparado ao 3T13 (85,5 milhões de m³). Em nove meses, o total do volume distribuído foi de 677,8 milhões de m³, um aumento de 23,5% comparado aos 549,1 milhões de m³ aos primeiros nove meses de 2013. É

importante ressaltar que os contratos de fornecimento de gás firme da Comgás não incluem o abastecimento das termelétricas. Caso estas necessitem despachar gás, a Petrobras se encarregará de fornecer à companhia o volume adicional, pois estes são contratos “back to back”.

Por fim, o Mercado Automotivo distribuiu 55,7 milhões de m³ de Gás Natural Veicular (GNV) no terceiro trimestre. No acumulado do ano houve uma queda de 10,9% (164,7 milhões de m ) em relação ao mesmo período de 2013 (184,8 milhões de m3). Apesar da queda do volume, esse é o terceiro trimestre consecutivo que o número de instalações do kit GNV aumentou: no último trimestre foram realizadas 873 conversões, valor 37,9% superior ao mesmo período do ano anterior, quando ocorreram 633 conversões.

Para fortalecer o mercado e demonstrar os benefícios do GNV, em setembro, a Comgás participou do 2º Rally da Economia dos Combustíveis, eventopromovido pela Associação dos Taxistas de São Paulo (ATASP), que comprovou que rodar com GNV é 61,1% mais econômico que a gasolina e 59% mais barato que o etanol. Durante oito horas, três carros de modelo semelhantes, guiados por taxistas, circularam por pontos turísticos da capital paulista. Ao final do dia, especialistas independentes compilaram os dados e anunciaram que o GNV é mais econômico para rodar na cidade. Atualmente, o GNV está disponível em 296 postos de combustíveis, localizados na área de concessão da Comgás.