Rumo dá suporte ao agronegócio para escoamento de safras recordes sobre trilhos

Os últimos dois anos foram de transformações e avanços no transporte ferroviário de cargas no Brasil. Desde a fusão com a América Latina Logística (ALL), no início de 2015, a concessionária Rumo vem preparando as ferrovias dos seis estados onde atua para movimentações cada vez maiores de produtos do agronegócio. A principal rota de exportação de grãos, entre Mato Grosso e o Porto de Santos (SP), recebe atenção especial, com ganho de performance e ampliação do volume de soja e milho sobre os trilhos. A concessionária direciona investimentos também à rota da Ferrovia Central do Paraná, ligação estratégica de polos de produção agroindustrial com os portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC).

A Rumo participou nesta quinta-feira (24) do Fórum de Agricultura da América do Sul, que segue até amanhã, em Curitiba (PR), com apresentação sobre tendências do transporte ferroviário de cargas ligadas ao agronegócio. O diretor de assuntos Regulatórios e Institucionais da concessionária, Guilherme Penin, detalhou a atuação da Rumo no painel "Infraestrutura: Soberania e Geopolítica do Escoamento de Grãos". Os projetos da Companhia podem ser conhecidos também no Work Space, área de descanso e troca de informações aberta aos participantes do evento.

Além dos serviços prestados ao agronegócio, a Companhia atende à indústria brasileira em operações de exportação, importação e movimentação de cargas no mercado interno. A Rumo detém atualmente quatro concessões ferroviárias: Malha Sul (concentrada em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Malha Paulista (que abrange o estado de São Paulo), Malha Oeste (Mato Grosso do Sul e São Paulo) e Malha Norte (Mato Grosso). São 12 mil quilômetros de malha ferroviária, além de cerca de mil locomotivas, 28 mil vagões e mais de 13 mil colaboradores diretos e indiretos.

Renovação de concessão

Maior produtor nacional de grãos, Mato Grosso conta com o apoio do modal ferroviário para expandir o cultivo e escoamento de grãos. O Estado é protagonista na ampliação da produção brasileira de soja e milho, que resultou em safras recordes na temporada 2016/2017. A agroindústria mato-grossense também vem acessando cada vez mais as ferrovias para escoar produtos como óleo de soja, que chegam de trem a São Paulo e outros centros de consumo.

A Rumo tem projetos para ampliar seus investimentos nos próximos anos, a partir da renovação da concessão da Malha Paulista, que está em análise pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A prorrogação por mais 30 anos viabilizará R$ 4,7 bilhões em investimentos, que permitirão ampliar a capacidade de transporte nessa malha - de 30 milhões de toneladas/ano para 75 milhões de toneladas/ano até 2023. Os benefícios decorrentes desses investimentos incluem geração de empregos, redução do risco de acidentes nas rodovias e diminuição na emissão de gases.

Projeto fertilizantes

Um dos investimentos mais recentes da Rumo, no valor de R$ 200 milhões, atende ao agronegócio com estrutura para recepção e armazenagem de fertilizantes em Rondonópolis (MT). O projeto vai permitir que Mato Grosso importe mais fertilizantes via Porto de Santos utilizando o modal ferroviário.

Atualmente, os importadores percorrem distâncias maiores, pela dependência de outros portos e pela concentração das cargas no modal rodoviário. O investimento da Rumo resultará em redução de custo e, consequentemente, ganho de competitividade para o agronegócio brasileiro no mercado global.

Investimento em trilhos

O agronegócio ganha espaço e segurança para o escoamento da produção nos seis estados onde a Rumo atua. Somente na importação de trilhos para manutenção ferroviária, a Companhia está investindo R$ 150 milhões. Esses investimentos beneficiam tanto estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo quanto Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Navios carregados de trilhos fabricados na Áustria, Rússia e Estados Unidos chegam com frequência aos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP).

As importações de trilhos em 2017 já somam 41 mil toneladas de material, praticamente o dobro do volume médio registrado em anos anteriores na região de atuação da Rumo. Outras 28 mil toneladas já estão previstas para 2018, totalizando 71 mil toneladas. Os próprios trens da Companhia são utilizados para transporte do material até os locais onde há obras de manutenção.

Modal ferroviário

Os projetos da Rumo integram-se à estratégia brasileira de reforço na infraestrutura para atendimento das demandas do agronegócio de exportação. A estruturação contínua das ferrovias está conectada a investimentos estruturais realizados pela própria indústria e pelos portos marítimos.

O uso do modal ferroviário é considerado a melhor alternativa para escoamento da produção brasileira de grãos, em operações que exigem o percurso das longas distâncias entre os polos de produção e os centros logísticos exportadores. Além dos serviços prestados ao agronegócio, a Companhia atende à indústria brasileira em operações de exportação, importação e movimentação de cargas no mercado interno.

Sobre a Rumo

A concessionária tem 12 mil quilômetros de malha ferroviária, 966 locomotivas, 28 mil vagões e quase 12 mil funcionários diretos e indiretos. Sua capacidade de elevação no Porto de Santos e no Porto de Paranaguá é de 29 milhões de toneladas ao ano.