Rumo revoluciona comunicação com maquinistas e eleva eficiência do transporte ferroviário

Concessionária distribui 2 mil celulares para equipe que atua em mais de 12 mil km de ferrovias. Com o aplicativo Chave na Mão, ajustes em escalas de trabalho passam a ser feitos em tempo real

Com 2 mil maquinistas e mais de 12 mil quilômetros de ferrovias, a Rumo passa a adotar um sistema de comunicação capaz de gerenciar com precisão a atuação da equipe e as viagens dos trens entre Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Dentro de dois meses, cada maquinista receberá um smartphone com um aplicativo que representa revolução na operação ferroviária.

Desenvolvido na própria empresa, o aplicativo Chave na Mão oferece ao maquinista cronograma de trabalho, ponto, repouso, holerites e férias. A concessionária, por sua vez, terá acesso a informações da equipe em tempo real. Assim, poderá fazer ajustes na escala e gerenciar a operação com ganho de eficiência no transporte de cargas.

"Além de todas as vantagens para a equipe de maquinistas, como por exemplo a possibilidade de consultar todos os seus dados onde e quando desejar, o ajuste nas escalas vai evitar que um trem tenha que ficar parado aguardando a chegada de uma nova equipe para conduzi-lo. Queremos chegar o mais próximo possível de zerarmos as interrupções, garantindo mais previsibilidade e confiança", afirma o diretor de Tecnologia da Rumo, Roberto Rubio Potzmann.

"O smartphone e o aplicativo representam uma revolução porque criam um canal de comunicação permanente entre a empresa e o colaborador, permitindo a adoção constante de novas tecnologias relacionadas à eficiência, ao planejamento e à segurança", acrescenta. O projeto está inserido num plano de longo prazo que permitirá monitoramento eletrônico completo do transporte de carga, explica o executivo.

"O Chave na Mão é o início da implantação de uma série de projetos que colocará a Rumo em um outro patamar em termos de inovação, sendo pioneira no setor ao adotar tal grau de tecnologia. É um passo à frete, que nos trará grandes vantagens competitivas muito em breve", disse Potzmann.

Investimento estratégico

O investimento no projeto que engloba o Chave na Mão chega a R$ 400 milhões e faz parte de uma série de medidas de inovação tecnológica na Rumo. A empresa - resultado da fusão entre Rumo Logística e América Latina Logística (ALL), concluída há um ano - aposta no ganho de eficiência como estratégia para ampliação de seus serviços. O transporte ferroviário de cargas cresceu 5% em 2015 nos seis estados onde a Rumo atua (RS, SC, PR, SP, MS e MT).

A distribuição dos smartphones começou no último mês e deve ser concluída até outubro. Os maquinistas estão recebendo instruções sobre o novo sistema de comunicação. Nesta fase de transição, o sistema antigo - em que o maquinista era escalado por ligações telefônicas - continuará operando.

Os trens de carga viajam até 2 mil quilômetros na região das concessões da Rumo, desde a sua origem até o seu destino final. Uma única viagem pode envolver escala com mais de dez maquinistas. Os profissionais estarão conectados à empresa quando estiverem saindo de casa para o trabalho, durante esse trajeto e até chegarem às locomotivas. Com o trem em movimento, o aplicativo entrará em "modo viagem", ou seja, não chamará a atenção do maquinista, que continuará priorizando a segurança.

Na chegada aos alojamentos, a troca de informações será retomada. Para isso, todos os postos da Rumo passam a contar com acesso à internet. O smartphone vai permitir também que os maquinistas telefonem para suas famílias. A comunicação por voz também será possível para contato com as bases operacionais da concessionária. Com o Chave na Mão, o maquinista poderá administrar com facilidade sua rotina e sua jornada diária de trabalho. E o transporte ferroviário de cargas entra de vez na era da comunicação de dados.

Sobre a Rumo

A concessionária tem 12 mil quilômetros de malha ferroviária, 966 locomotivas, 28 mil vagões e quase 12 mil funcionários diretos e indiretos. Só maquinistas, são 1,75 mil profissionais. Sua capacidade de elevação no Porto de Santos e no Porto de Paranaguá é de 29 milhões de toneladas ao ano.