Terminal da Rumo passa a ter o maior calado do Porto

O Terminal com maior calado do Porto de Santos, assim pode ser considerada a unidade da Rumo na cidade santista, que finalizou recentemente as obras de dragagem em seus berços de atracação. Desde ontem (14/07), foi homologada pela Codesp - Companhia Docas do Estado de São Paulo, a nova medida do T16, com 13,5 metros e, o T19, com 13,0 metros.

O aumento do calado, que é distância vertical entre a linha do mar e o fundo dos navios, reflete diretamente na produtividade do embarque e na possibilidade da prospecção de novos clientes - por conta do aumento da capacidade dos navios que atracam nos berços. Em alguns tipos de navios graneleiros, por exemplo, um centímetro equivale 100 mil quilos de carga a mais embarcada.

Além disso, a nova medida dos berços da Rumo também aumentará a janela para a movimentação dos navios que atracam em seu Terminal, já que não será mais necessário esperar a maré alta, o que permitia altura segura para a navegação.

Saiba mais sobre a dragagem

A dragagem nada mais é que a escavação, desassoreamento, alargamento ou escavação do fundo de rios, lagos, mares e outros corpos d’água por meio de equipamentos denominados "draga". Uma embarcação ou plataforma flutuante equipada com mecanismos para a remoção de materiais sólidos do fundo da água, como rochas, lodo e areia. O principal objetivo de sua realização é a manutenção ou o aumento da profundidade do calado.

Desde junho, a Codesp realiza uma dragagem emergencial no Porto de Santos no trecho 1, e anunciou, recentemente, uma empresa para executar a dragagem de manutenção dos pontos mais críticos de assoreamento, nos trechos 2, 3 e 4 do Canal – caminho que o navio percorre até chegar ao costado dos Terminais - e dos acessos aos berços de atracação no Porto de Santos.

A expectativa é que, ainda neste ano, o calado do Canal aumente, principalmente no trecho 3, onde a Rumo está localizada, que passará dos atuais 12,7 para acima dos 13 metros. E, futuramente, alcance medidas maiores, até 14 metros. Até o momento – pouco mais de um mês, já foram retiradas cerca de 200 mil m³ de sedimentos.